Pra quem ainda não está familiarizado com o termo, Machine Learning é sobre as máquinas aprendendo com os dados e identificando padrões que você, humano, não conseguiria perceber. Dessa forma, o computador consegue entender esses padrões, aplicar ações em cima disso, identificar erros e aprender com esses erros, sendo capaz de prever outros comportamentos através dos dados.  É um combinado entre ciência, estatística e codificação, que mostra a capacidade que uma máquina (machine) tem em aprender (learn).

Hm Okay - Gump Marketing

E o filme? Bom… Her é sobre Theodore e uma história de amor. Já no começo a gente vê que Theodore trabalha numa empresa que escreve cartas. Sua função é basicamente conhecer as pessoas, reunir informações sobre essas pessoas e escrever cartas como se fosse elas. Ele aprende com dados e com a aplicação deles. Talvez um prelúdio do que aconteceria com ele em seguida, mas dessa vez com uma máquina. No caso, um sistema operacional feito para ser companheiro e facilitar a vida das pessoas. O sistema dele, denominado de Samantha, é uma voz de uma moça simpática, que estava sempre alí, conhecia seu hábitos, lia seus e-mails, sabia dos seus compromissos… Era de fato uma companheira e não demorou muito para representar mais do que isso. Her mostra, então, um dos mais belos romances do cinema, com anseios, medos e situações que todo (ou quase todo) casal passa. Só que entre Theodore, um homem, e Samantha, um sistema operacional.

Samantha - Gump Marketing

Bom… Onde quero chegar com isso? Marketing! Como?

O Marketing hoje está no patamar de entender a importância de promover uma boa experiência para o usuário, e também de assimilar que para ser competitivo no mercado, é importante ser mais do que o melhor ou o mais barato. Deve ser o que se conecta melhor, o que é útil e o que tem um propósito. E mais: as coisas estão caminhando para que a experiência do usuário  seja  cada vez mais personalizada. A máquina precisa – e vai – aprender como cada usuário responde e interage com o conteúdo. O marketing precisa – e vai – conseguir chegar cada vez mais perto do consumidor. Como? Machine Learning!

Aprender - Gump Marketing

Aí voltamos ao filme:

Pra quem já assistiu – e fica aí a reflexão pra quem ainda vai assistir -, é difícil pensar em Samantha como um produto. Até a gente, que tá assistindo, cria uma sentimento por ela e torce pelo casal. Mas Samantha é um sistema. E um sistema bem feito, pois conseguiu absorver dados, aprender com eles e desenvolver uma relação cada vez mais próxima do real. Samantha é uma máquina que deu certo, assim como os diversos outros sistemas que são citados no filme.

OS - Gump Marketing

Agora, o que fazemos com isso? Primeiro, quem não assistiu o filme ainda, recomendo MUITO! (Her, 2013. Spike Jonze). Sobre Machine Learning, ou a gente aguarda esse monte de mente que está desenvolvendo a tecnologia e espera pra ver no que vai dar, ou a gente já começa a pensar por um novo prisma, aprimorando o que fazemos hoje e sendo parte do processo de criação e inovação da comunicação!

“Se esta não é a próxima grande coisa [do Marketing], eu não sei o que é. A relevância é a moeda da economia digital, portanto, já não é apenas o suficiente para oferecer experiências personalizadas aos clientes – essas experiências precisam ser mais inteligentes” (Bob Stutz – Salesforce)


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