Recentemente, a Adobe realizou um estudo sobre o consumo de conteúdo e como as marcas podem entrar nesse mercado e fornecer conteúdo, de fato relevante. Aparentemente, nada novo sob o sol, mas o que a gente ainda vê – e muito – no mercado, são conteúdos que até tentam ser informativos, mas o comercial e promocional superam.

Vamos lá: você, consumidor, prefere um texto “compre aqui” ou “veja com funciona”? Você é mais “compre por apenas R$X” ou “sabe aquele problema que você tem? Tem essas X formas de resolver!”. As pessoas se interessam pelo que é interessante – redundante, mas necessário.  Então, meus caros, precisamos começar a vender por valor e não por preço. Por relevância e não por “eu sou o melhor porque sim”.

O estudo da Adobe ouviu mais de mil adultos nos Estados Unidos, que possuem dispositivos digitais. Eles avaliaram o que mais gostam e o que mais irrita em conteúdos de marcas. Tudo foi compilado, o que gerou insights que trouxemos aqui pra vocês 😉

1. Menos promoção. Mais informação.

Uma das primeiras coisas que foram abordadas foi sobre o que os consumidores mudariam em relação ao conteúdo que recebem. E as respostas mostraram claramente que eles querem menos conteúdo promocional e mais conteúdo informativo, tanto antes como depois da compra. 57% dos entrevistados afirmaram que realizaram uma compra depois de serem impactados com conteúdos relevantes. Além da compra, outras ações como compartilhar informações com amigos e familiares e assinar listas de e-mail, são consideradas positivas em relação a um conteúdo. Dentro disso, apenas 1 em cada 5 entrevistados afirmou não ter realizado nenhuma dessas ações.

2. O que é um bom conteúdo?

Questionados pela pesquisa quais eram os fatores que eles consideravam como bom conteúdo, a PRECISÃO veio em primeiro lugar. Em segundo lugar, o conteúdo informativo. Ou seja – o que a gente sempre fala aqui e com nossos clientes – saber o que dizer, pra quem dizer e quando dizer. E como saber isso? Pesquisa e planejamento, né, mores? Na pesquisa, a simplicidade ficou na frente da beleza, interatividade e diversão. Um adendo: millennials curtem mais esses conteúdos divertidos do que a geração anterior, então adequar a mensagem ao público é peça importante.

3. Agora, o que não é um bom conteúdo?

Dentre as coisas mais frustrantes para o consumidor, foi classificado como principais: conteúdo prolixo (ou mal escrito) e conteúdo que não é relevante. Seguindo na lista temos: design inadequado, conteúdo não otimizado para diferentes dispositivos, personalização excessiva (que deixa o conteúdo assustador) ou informações antigas e ultrapassadas. Boa parte dos entrevistados também classificaram como ruim conteúdos sem imagens (fotos e/ou vídeos). Esses pontos ruins foram classificados como motivos para não comprar um produto ou contratar um serviço para 2 em cada 5 pessoas. Diversos outros pontos levantados, como demora pra carregar, mostra e reforça que o conteúdo tem que ser adequado ao cliente, ao momento e ao dispositivo que ele vai ser exibido.

4. Quer ser compartilhado? Precisa de muito pra isso!

Os usuários que participaram da pesquisa não se colocaram muito dispostos a compartilhar conteúdos de marcas. 83% disseram que fazem raramente ou ocasionalmente. Dentre os conteúdos que fazem ou fariam eles compartilharem estão: conteúdo sobre conscientização para uma boa causa, conteúdo informativo e não promocional, e conteúdo que lhes deu um incentivo (33%). Embora o design seja importante em alguns aspectos, o conteúdo bem projetado por si só não parece suficiente para justificar a atividade de compartilhamento. Ou seja, compartilhar não é mais qualquer coisa, então o conteúdo precisa ser bem certeiro pra gerar essa ação.

Em linhas gerais, como falei lá no início: nada novo! O consumidor quer bom conteúdo, mas poucas marcas acordaram pra a importância disso. E mais: os profissionais de marketing também estão custando a entender e a investir no Marketing de Conteúdo. Bom… a gente acredita que uma boa marca conta boas histórias 😉


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